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Madame de Pompadour

Uma história curiosa

Madame de Ponpadour e Baccarat : a grande amizade

by Boucher

Quem já não ouviu falar na conceituada marca Baccarat de cristais


Com a permissão do rei Luis XV, o bispo de Metz, monsenhor Louis De Montmorency-Laval, funda em 1764 a companhia de cristais Baccarat, na província de Lorraine, à leste da França. Estavam implantadas as raízes daquela que viria a ser uma das mais conceituadas cristalerias do mundo.

O primeiro cristal fabricado data de 15 de novembro de 1816. Foi transformada em primeira cristalerias da França em 1817. Desde então, a marca é sinônimo universal de lapidação precisa, manufatura delicada em objetos únicos e nas formas mais variadas. Vasos, cinzeiros, lustres, espelhos, candelabros e acessórios femininos. De reis a plebeus abastados, Baccarat é status e opulência, charme e sofisticação real. A fábrica sobreviveu às guerras e revoluções, sempre produzindo copos, garrafas, baldes (muitos encomendados com monogramas), seus tradicionais lustres em cascata, abajures, jóias, bijuterias, frascos de perfumes, esculturas, maçanetas, entre outros. As peças são lapidadas à mão como pedras preciosas, em processo artesanal com caprichos e requintes

Pois então nessa época havia uma dama que pela sociedade não era considerada tão dama assim, pois era a amante de Luis XV, naquela época, amantes não poderiam ser consideradas damas da sociedade. 

Apresento-lhes a Madame de Ponpadour:

Jeanne-Antoinette Poisson, Marquise de Pompadour (Paris, 29 de dezembro de 1721 — Versalhes, 15 de abril de 1764), mais conhecida como Madame de Pompadour, foi uma cortesã francesa e amante do Rei Luís XV da França considerada uma das figuras francesas mais emblemáticas do século XVIII.

Dotada de inteligência, encanto, beleza, e ao mesmo tempo uma mulher fria, em termos físicos e na alma, Madame de Pompadour via seu papel como o de uma secretária confidencial do Rei.

Governava Versalhes, concedia audiências a embaixadores e tomava decisões sobre todas as questões ligadas à concessão de favores, de forma tão absoluta quanto qualquer monarca. Influenciando politicamente as decisões reais, ela se tornou uma empreendedora, incentivando a fundação da fábrica de porcelanas de Sèvres.

Começou a dedicar-se à política e a colocar amigos no poder. O Duque de Choiseul, um competente governante, era seu amigo. Contudo, a opinião pública ficava irritada por ver uma amante dedicar-se à grande política. Foi acusada de ser a responsável pela inversão das alianças tradicionais, ao aliar-se à Áustria e entrar em guerra com a Prússia de Frederico, o Grande.

Mulher de bom gosto, envolve-se com personagens importantes das finanças e da política, e passa a exercer um verdadeiro mecenato. Acolhe escritores no mezanino de seu médico, reconcilia Voltaire com o rei, que lhe confere o título de historiógrafo e fidalgo da câmara real. Os artistas multiplicam seus retratos: Latour, Nattier, Van Loo, dentre outros.
Esta mulher inteligente e criativa, educada e culta vivia achava-se incomodada em seu palácio que durante os rigorosos invernos franceses ficava sem cor alguma, neve e frio, cobria a paisagem.

Madame de Pompadour teve uma ideia brilhante, chamou o jovem com sobrenome Baccarat, uma marca que poucos conheciam e recém fundada na França, que Madame de Pompadour também era apaixonada, e ela pediu que ele lhe confeccionasse rosas, de vários tamanhos, em cristais coloridos para cobrir a entrada do palácio de Versalles inundando de cores e alegria um lugar tão sem cor durante o inverno rigoroso coberto pela neve. Começava a despontar a marca Baccarat. Hoje em dia compra-se não apenas um cristal de excelente qualidade, mas compra-se também história e quanta história !!.

Desta forma, mais uma vez, ela se sobressaía com seu bom gosto e se destacava pela criatividade e elegância.

Obs.: François Boucher (Paris , 29 de Setembro de 1703 — Paris, 30 de Maio de 1770) foi um pintor francês , talvez o maior artista decorativo do chamado setecento europeu.

Fonte de pesquisa das biografias: wikipédia